Associativismo e Cooperativismo: pilar no fortalecimento de territórios rurais

Formas de trabalho coletivo ampliam oportunidades e fortalecem a agricultura familiar

 

O trabalho coletivo se estabelece como um dos principais pilares de sustento da agricultura familiar sustentável. Através de organizações, o apoio proporcionado pelo conjunto de mãos em ação e estruturas de suporte permite o fortalecimento dos núcleos produtivos, maiores oportunidades de mercado e melhores condições de produção no meio rural. 

Como ferramentas importantes nessa forma de atuação, estão o associativismo e o cooperativismo. Apesar de apresentarem características e finalidades distintas, ambos se destacam ao promover, através do coletivo, a inclusão produtiva, a autonomia de agricultores e agricultoras, e o desenvolvimento local. 

 

Associativismo ou Cooperativismo?

O associativismo se baseia em um conjunto de associações que tem como objetivo representar os interesses comuns de um grupo, nesse caso de produtores rurais. É uma forma de organização social e apoio coletivo que auxiliam a enfrentar desafios do dia a dia no campo que, individualmente, seriam mais difíceis de superar. Ele lida, por exemplo, com questões relacionadas à assistência técnica, à capacitação de trabalhadores, à articulação entre eles e ao fortalecimento territorial. 

Já o cooperativismo tem em vista o apoio econômico. Os participantes das cooperativas se unem para produzir e comercializar de forma conjunta, compartilhando e dividindo os custos, resultados e benefícios alcançados. Dessa forma, os produtores conseguem ampliar sua escala de produção, além de melhorar seu acesso e relação com diferentes mercados. 

Na prática, ambas, e a combinação delas, permitem a estruturação de cadeias produtivas locais. Através da representação coletiva diante de instituições, públicas e privadas, elas facilitam o acesso e a criação de políticas públicas, além de ampliar o compartilhamento de conhecimento técnico e de informação entre seus integrantes.

 

O papel do projeto Caminhos Sustentáveis

Esses dois conceitos fazem parte da base de atuação do projeto Caminhos Sustentáveis, nova iniciativa executada pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) no Paraná. Eles são essenciais no desenvolvimento de estratégias tendo em vista o fortalecimento da agricultura familiar nas unidades de atuação. 

Como a proposta do projeto é atuar junto aos territórios para ampliar a capacidade produtiva, promovendo assistência técnica e práticas de produção sustentável, associações e organizações são importantes parceiros para a implementação de ações. Eles são facilitadores da mobilização local, permitindo um alcance de impacto maior para a iniciativa através do diálogo com agricultores e comunidades locais, além de serem peças fundamentais na construção de soluções coletivas.

O Caminhos Sustentáveis está, neste momento, em suas fases iniciais. Estão sendo realizadas oficinas de apresentação dos objetivos e estratégias para organizações, associações e comunidades dos territórios, além de reuniões para a elaboração de diagnóstico dos territórios, conversando diretamente com os produtores para a elaboração das estratégias de atuação do projeto. Um edital de pré-qualificação de agentes de assistência técnica (ATECs) que poderão contribuir com as ações também já foi realizado e teve resultados divulgados.

 

Sobre o projeto

O Caminhos Sustentáveis: Inovação, Renda e Conservação no Campo é uma iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com a Itaipu Binacional e o Governo do Brasil, voltada à promoção do desenvolvimento rural sustentável no estado do Paraná, onde é executado pelo IABS, e no oeste do Mato Grosso do Sul.

O projeto tem como objetivo promover práticas agroecológicas e sustentáveis, como sistemas agroflorestais, conservação de solo e água e diversificação produtiva, contribuindo para o fortalecimento dos sistemas produtivos e a conservação dos recursos naturais. As ações incluem assistência técnica, capacitação e incentivo à adoção de práticas agroecológicas, como sistemas agroflorestais, conservação do solo e diversificação produtiva.

Com uma abordagem territorial e participativa, o projeto busca fortalecer a geração de renda no campo e as organizações locais, reduzir o uso de insumos químicos e contribuir para a permanência das famílias nas áreas rurais com maior qualidade de vida e sustentabilidade.

 

Continue acompanhando nossas redes para conhecer mais sobre o projeto e seus próximos passos!

 

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